Médico é denunciado por ameaça, perseguição, tortura e peculato
Profissional segue preso preventivamente; esposa também foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná
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Profissional segue preso preventivamente; esposa também foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná
O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Promotoria de Justiça de Nova Londrina/Paraná, ofereceu denúncia contra um médico investigado por supostos crimes praticados contra servidores públicos do Hospital Municipal de Itaúna do Sul/Paraná. Entre as acusações estão ameaça, dano emocional à mulher, perseguição, tortura e peculato.
A esposa do investigado também foi denunciada pelos crimes de peculato e prevaricação. Além disso, o Ministério Público requereu o afastamento dela do cargo de coordenadora de enfermagem da unidade hospitalar.
O médico já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva na semana passada. Ele permanece recolhido na Cadeia Pública de Nova Londrina/Paraná.
Segundo informações do Ministério Público, os fatos investigados teriam ocorrido entre março e maio deste ano. A denúncia aponta que as condutas atribuídas ao suspeito teriam resultado em intimidações, constrangimentos e outras formas de violência contra as vítimas.
De acordo com a investigação, o médico teria se apropriado de uma sala do hospital para uso próprio durante os plantões, permanecendo no local com a esposa, além de supostamente praticar outras irregularidades dentro da unidade de saúde.
Ainda segundo a denúncia, relatos colhidos durante a apuração indicam que ele teria criado um ambiente marcado por arbitrariedades, submetendo uma das vítimas a ameaças, humilhações, perseguições e vigilância constante.
O Ministério Público também relata que a atual secretária municipal de Saúde, recentemente empossada no cargo, adotou medidas para corrigir parte das irregularidades identificadas no hospital. Conforme a denúncia, a iniciativa teria provocado a reação do investigado, que passou a perseguir a gestora e familiares.
Entre os fatos apontados pelo órgão ministerial, o médico é acusado de ameaçar torturar a filha da secretária e matar o marido dela. Em uma das situações relatadas, ele teria procurado o familiar da vítima exibindo uma arma de fogo na cintura.
A denúncia também atribui ao médico o crime de tortura contra criança ou adolescente, na forma qualificada pela condição da vítima. Já a esposa responde por suposta omissão diante das agressões investigadas, por, segundo o Ministério Público, não ter adotado medidas para impedir ou apurar os fatos, apesar do dever legal de agir.
O caso segue em tramitação na Justiça. Os denunciados terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo judicial.
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