MPPR denuncia 18 pessoas na Operação Cartão Fidelidade
Grupo é acusado de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção
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Grupo é acusado de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção
O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Araucária, ofereceu denúncia contra 18 pessoas investigadas na Operação Cartão Fidelidade. Segundo o MPPR, os denunciados são acusados de associação para o tráfico, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.
A investigação apurou a atuação de uma organização que realizava a venda de entorpecentes por meio de entregas em domicílio, utilizando aplicativos de mensagens e os nomes “Bob TV” ou “Pão de Queijo do Tio Bob”. Conforme o Ministério Público, o grupo distribuía cartões físicos de fidelidade aos usuários, com carimbos a cada compra.
A fase ostensiva da operação foi deflagrada em 19 de agosto de 2026 e resultou na apreensão de estoques de drogas atribuídos ao grupo, incluindo mais de 73 quilos de maconha, além de comprimidos de ecstasy, cocaína e haxixe.
Entre os denunciados está um policial militar, acusado pelo MPPR de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, o agente teria recebido vantagens financeiras indevidas de integrantes do grupo em troca de informações sobre investigações, consultas não justificadas em sistemas restritos e facilitação das rotas utilizadas para a distribuição de drogas.
Ainda conforme o MPPR, o policial teria movimentado mais de R$ 2 milhões em suas contas, valor considerado incompatível com seus rendimentos como servidor público. Parte dos recursos teria sido utilizada na compra de um imóvel à vista no Bairro Capela Velha.
O Ministério Público requereu a suspensão cautelar do exercício da função pública do policial e também pediu a perda do cargo em caso de eventual condenação.
A investigação também identificou, segundo o MPPR, uma estrutura utilizada para lavagem de dinheiro, com contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para inserir recursos de origem ilícita na circulação econômica formal. Por isso, a Promotoria solicitou ao Judiciário a suspensão das atividades de uma das empresas apontadas como parte do esquema.
Além das condenações pelos crimes atribuídos aos denunciados, o MPPR pediu a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos morais coletivos relacionados à atuação do grupo em Araucária.
A Promotoria também requereu a manutenção da prisão preventiva dos réus que já estão detidos, sob o argumento de garantir a ordem pública e interromper as atividades atribuídas à organização.