Mulher é presa suspeita de aplicar golpes com pacotes de viagens
Ao menos 20 pessoas teriam sido vítimas do esquema, segundo a investigação
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Ao menos 20 pessoas teriam sido vítimas do esquema, segundo a investigação
Uma mulher de 45 anos, proprietária de uma agência de viagens, foi presa preventivamente pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), suspeita de aplicar golpes por meio da venda de pacotes turísticos que não eram realizados em Ponta Grossa.
A prisão foi cumprida pela 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, após investigação que apura a prática reiterada de estelionato. Segundo a PCPR, pelo menos 20 pessoas já foram identificadas formalmente como vítimas, com prejuízo financeiro estimado em dezenas de milhares de reais.
De acordo com as investigações, a suspeita utilizava a agência para oferecer pacotes de viagens com preços atrativos e condições facilitadas para destinos como Porto de Galinhas, em Pernambuco, Gramado, no Rio Grande do Sul, e Rio de Janeiro.
Para transmitir credibilidade aos clientes, a investigada teria afirmado possuir parcerias com outras empresas conhecidas do setor turístico.
O golpe, segundo a polícia, começava com a cobrança antecipada pelos serviços. Os pagamentos eram feitos principalmente por PIX ou transferências bancárias e, em diversas situações, teriam sido direcionados para contas de terceiros, incluindo uma conta pertencente à mãe da investigada.
Após receber os valores, porém, nenhuma reserva de hotel, passagem aérea ou outro serviço relacionado à viagem era contratado. Quando a data do embarque se aproximava, a suspeita teria deixado de responder aos clientes ou apresentado justificativas para explicar a ausência das reservas.
Além do prejuízo financeiro, a Polícia Civil destaca os impactos causados às vítimas, que planejavam as viagens com antecedência e organizavam férias e compromissos familiares para realizar os passeios. Em alguns casos, os clientes teriam descoberto pouco antes da data prevista para a viagem que os serviços contratados não haviam sido providenciados.
Diante dos elementos reunidos durante a investigação, o delegado Gabriel Munhoz representou pela prisão preventiva da suspeita. O pedido foi aceito pelo Poder Judiciário.
A PCPR orienta que outras pessoas que tenham contratado serviços da agência ou da investigada e não tenham realizado as viagens procurem a delegacia mais próxima ou a 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa.
É recomendado apresentar comprovantes de pagamento, contratos, conversas e outros documentos relacionados à contratação dos serviços. As informações poderão contribuir para o avanço da investigação e para a identificação de outras possíveis vítimas.