O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob?
Doença neurológica rara provoca perda rápida de funções cognitivas e motoras
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Doença neurológica rara provoca perda rápida de funções cognitivas e motoras
A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma doença neurológica rara e grave que provoca uma rápida deterioração das funções do cérebro. A condição faz parte de um grupo de doenças causadas por príons, proteínas anormais capazes de provocar alterações em outras proteínas do sistema nervoso.
A doença costuma evoluir rapidamente e pode comprometer a memória, o raciocínio, os movimentos e a coordenação. Com a progressão do quadro, a pessoa pode apresentar dificuldades para realizar atividades cotidianas e, em estágios avançados, perder a capacidade de se movimentar e se comunicar.
Quais são os sintomas?
Os primeiros sinais podem variar, mas geralmente incluem alterações cognitivas e neurológicas. Entre os sintomas estão:
perda de memória e dificuldade de concentração;
alterações de comportamento e personalidade;
problemas de equilíbrio e coordenação;
movimentos involuntários;
alterações na visão;
dificuldade para falar ou compreender;
fraqueza muscular;
perda progressiva da capacidade de realizar atividades.
A evolução costuma ser rápida, especialmente na forma mais comum da doença.
Como a doença é adquirida?
A maioria dos casos de DCJ ocorre de forma esporádica, sem que seja possível identificar uma causa específica. Também existem formas hereditárias, relacionadas a alterações genéticas, e casos iatrogênicos, extremamente raros, associados à exposição a determinados tecidos ou materiais médicos contaminados.
A doença não é considerada uma enfermidade de transmissão comum entre pessoas. O contato cotidiano, como abraçar, conversar ou conviver com alguém diagnosticado, não transmite a DCJ.
Existe relação com a chamada doença da vaca louca?
Existe uma forma específica conhecida como variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ), que foi associada ao consumo de produtos contaminados pelo agente responsável pela encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como doença da vaca louca.
A vDCJ é diferente da forma clássica da DCJ e é extremamente rara.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico pode ser complexo porque os sintomas podem se parecer com os de outras doenças neurológicas. A investigação pode incluir avaliação clínica e neurológica, exames de ressonância magnética, eletroencefalograma e análise do líquido cefalorraquidiano.
Em alguns casos, testes específicos podem detectar alterações relacionadas aos príons. A confirmação definitiva da doença, porém, geralmente depende da análise do tecido cerebral.
Existe tratamento?
Atualmente, não existe tratamento capaz de curar ou interromper a progressão da DCJ. O atendimento é voltado principalmente ao controle dos sintomas e aos cuidados de suporte, buscando proporcionar conforto e qualidade de vida ao paciente.
Por ser uma doença rara e de evolução rápida, casos suspeitos precisam ser avaliados por profissionais de saúde, especialmente quando há perda neurológica progressiva sem causa conhecida.
A DCJ é uma condição rara, mas sua evolução pode ser bastante rápida. Por isso, alterações neurológicas persistentes ou que avançam rapidamente devem ser investigadas por um médico.
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