O silêncio nunca é burro
Quantas vezes contou um projeto antes da hora? Dividiu algo pessoal cedo demais? Saiu de uma conversa com aquele peso no estômago de "acho que falei mais do que devia"?
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Quantas vezes contou um projeto antes da hora? Dividiu algo pessoal cedo demais? Saiu de uma conversa com aquele peso no estômago de "acho que falei mais do que devia"?
O silêncio nunca é burro
Por que a gente ainda paga tanto pela boca?
Quantas vezes você já se incomodou com quem fala demais… sem perceber que, naquele momento, o falante era você?
Sabe aquela roda em que alguém fala, fala, fala e ninguém consegue concluir um pensamento? Você olha em volta e nota o desconforto. Os olhares se cruzam, a vontade coletiva é de que o assunto acabe. E, no canto, tem alguém quieto. Só observando.
Sem perceber, passa pela tua cabeça: essa pessoa é inteligente. Talvez seja, talvez não. Mas o silêncio dela impõe respeito.
O excesso de fala cansa. Confunde. Incomoda.
Agora vem a parte chata: quantas vezes você foi essa pessoa? Quantas vezes contou um projeto antes da hora? Dividiu algo pessoal cedo demais? Saiu de uma conversa com aquele peso no estômago de "acho que falei mais do que devia"?
Eu já. Muitas vezes.
E aprendi do jeito mais seco: errando. Algumas coisas não aconteceram. Outras morreram antes de nascer. Não porque eram planos ruins, mas porque eu gastei a energia da execução só falando sobre eles.
Existe uma ansiedade em contar tudo, como se falar tornasse aquilo real. Como se o silêncio fosse insegurança. Mas não é.
Com o tempo a gente entende que silêncio é decisão. É leitura de ambiente. É maturidade. Nem toda ideia precisa de plateia. Nem toda empolgação precisa virar discurso.
A gente tem dois ouvidos e uma boca. O ditado é velho, mas a prática é rara. Ouvir é exercício; falar é impulso. O difícil é se conter.
Recentemente, assistindo a um episódio do Jota Jota Podcast (#254) com o Fabrício Carpinejar, ouvi uma frase que me travou por dentro: "a maioria dos nossos problemas está logo abaixo do nariz".
A boca.
Recomendo demais que você pare um tempo para ouvir esse episódio ("Reflexões Profundas Que Podem Mudar Sua Vida Hoje"). Ele reforça justamente isso: o quanto a nossa necessidade de exposição pode ser nossa própria armadilha.
Tudo o que escrevo aqui nasce do meu dia a dia. Não é teoria nem lição de moral. É aprendizado em andamento. Me coloco como aluno porque estou tentando errar menos amanhã do que errei ontem. Não busco a verdade suprema, busco o ajuste constante.
Por isso, o teu feedback importa. Conversa comigo, comenta aqui. Me ajuda a saber se isso faz sentido para você também.
Nem toda vitória precisa ser anunciada agora. Nem todo plano precisa de testemunha no começo.
O silêncio nunca é burro. A gente é que ainda paga caro pela boca.
Por Junior Aurélio Vieira de Oliveira.
É assim que eu penso.
Conteúdo complementar:
Para quem quiser se aprofundar nessa reflexão, deixo como sugestão este episódio do Jota Jota Podcast (#254). O papo entre o Joel Jota e o Fabrício Carpinejar sobre "Reflexões Profundas Que Podem Mudar Sua Vida Hoje" é um soco no estômago necessário para quem, assim como eu, está tentando domar a própria ansiedade e aprender o valor estratégico do silêncio.
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