Paraná avança na detecção precoce do câncer de colo do útero
Exame molecular DNA-HPV começa a ser implantado na rede pública e deve substituir o papanicolau gradualmente
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Exame molecular DNA-HPV começa a ser implantado na rede pública e deve substituir o papanicolau gradualmente
O Paraná iniciou a implementação do exame molecular DNA-HPV na rede pública de saúde, uma tecnologia capaz de identificar, com grande antecedência, a presença dos tipos cancerígenos do vírus HPV no organismo. O método foi desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz e o Governo do Paraná.
Com estimativa de cerca de 790 novos casos por ano no Estado, o câncer de colo do útero tem no Papilomavírus Humano (HPV) a principal causa. A nova estratégia busca fortalecer a prevenção por meio da detecção precoce, ampliando as chances de tratamento antes do desenvolvimento de lesões.
O Paraná está entre os 12 estados selecionados pelo Ministério da Saúde para a fase inicial de implantação do exame. Diferente do tradicional papanicolau, que identifica alterações celulares já existentes, o DNA-HPV detecta diretamente o material genético dos tipos oncogênicos do vírus.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a tecnologia permite antecipar o cuidado médico, já que a infecção pode ser identificada antes mesmo do surgimento de qualquer lesão.
Nesta primeira etapa, 235 pessoas realizaram o teste em Unidades Básicas de Saúde de Rio Branco do Sul e Curitiba. Os dados preliminares indicaram que quase 10% tiveram resultado positivo para HPV e foram encaminhadas para colposcopia e citologia convencional para acompanhamento detalhado.
A substituição do exame citopatológico pelo DNA-HPV no Sistema Único de Saúde começou em outubro de 2025, inicialmente em um município por estado, e será ampliada gradualmente até ocorrer a troca completa do método.
Além de identificar o vírus antes das lesões, o novo exame permite ampliar o intervalo entre as coletas: enquanto o papanicolau exige realização anual e, depois de dois resultados normais, a cada três anos, o rastreamento molecular poderá ocorrer a cada cinco anos.
O público-alvo inclui mulheres cisgênero e pessoas com útero, entre 25 e 64 anos, com histórico de atividade sexual.
Vacinação segue essencial
A vacinação continua sendo fundamental na prevenção do HPV, protegendo também contra câncer de pênis, ânus, uretra e garganta, além do condiloma genital.
O Paraná mantém alta cobertura vacinal entre jovens de 9 a 14 anos. Em 2025, a imunização atingiu 98,76% das meninas e 91,25% dos meninos, superando a meta de 90% estipulada pelo Ministério da Saúde.
Adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina podem procurar as unidades de saúde até junho de 2026, período definido para a etapa de resgate da imunização.
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