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POLICIAL

PCPR cumpre 32 mandados no Ceará contra grupo suspeito de golpe do falso advogado

Investigação aponta prejuízo de quase R$ 2 milhões contra vítima paranaense; Justiça também determinou bloqueio de valores

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PCPR cumpre 32 mandados no Ceará contra grupo suspeito de golpe do falso advogado
PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 08 de outubro, uma operação no Ceará para cumprir 32 mandados judiciais contra um grupo investigado por aplicar o golpe do falso advogado contra uma vítima paranaense. O prejuízo causado é estimado em aproximadamente R$ 2 milhões.



Ao todo, são cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios de Fortaleza, Maracanaú e Eusébio, no Ceará. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 2.098.322,06 em contas bancárias e aplicações financeiras relacionadas aos investigados.


Segundo a PCPR, os criminosos teriam utilizado a identidade de um advogado e também se apresentado falsamente como representantes de instituições públicas e financeiras. A vítima, uma pessoa idosa, realizou diversas transferências bancárias para contas vinculadas aos investigados.


De acordo com o Delegado da PCPR Emmanoel David, o esquema utilizou engenharia social, estratégia em que os autores empregam informações e identidades que transmitam aparência de legitimidade para estabelecer uma relação de confiança com a vítima.


Após o recebimento dos valores, teria sido iniciada uma segunda etapa do esquema, marcada pela pulverização financeira. A investigação especializada conseguiu reconstruir o fluxo do dinheiro e identificar a movimentação dos valores entre diferentes contas.


Ao todo, a PCPR identificou 15 pessoas envolvidas na movimentação financeira investigada. Deste grupo, 11 são apontadas como beneficiárias primárias, cujas contas receberam diretamente os valores transferidos pela vítima. Outras quatro foram identificadas como beneficiárias secundárias, recebendo reiteradamente valores provenientes das contas do primeiro grupo.


A análise financeira apontou numerosas operações fracionadas, circulação de dinheiro entre os investigados, esvaziamento rápido de contas e posterior concentração dos valores em determinados destinatários.


Em um dos episódios reconstruídos pelos investigadores, R$ 30,6 mil transferidos pela vítima para uma das contas investigadas foram integralmente enviados para outro investigado no mesmo dia. Após a movimentação, a conta inicial ficou com saldo de apenas R$ 0,01.


A investigação prossegue com o objetivo de identificar todos os envolvidos na execução do golpe, individualizar a participação de cada investigado e buscar a recuperação dos valores desviados.

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