Primavera aumenta atenção para alergias respiratórias
Aumento do pólen, umidade e mudanças de temperatura podem intensificar sintomas de rinite, asma e outras alergias
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Aumento do pólen, umidade e mudanças de temperatura podem intensificar sintomas de rinite, asma e outras alergias
A chegada da primavera costuma trazer mudanças nas condições ambientais que podem favorecer o aparecimento ou a intensificação de sintomas alérgicos. O aumento da circulação de pólen, as variações de temperatura, a umidade e a presença de poeira, ácaros e mofo podem afetar principalmente as vias respiratórias e os olhos.
Entre as manifestações mais comuns estão a rinite alérgica, a asma, a sinusite e a conjuntivite alérgica. Embora apresentem sintomas diferentes, algumas dessas condições podem estar relacionadas e ocorrer simultaneamente.
A rinite alérgica é uma reação inflamatória das vias respiratórias provocada pelo contato com substâncias às quais a pessoa é sensível. Na primavera, o pólen liberado por árvores e gramíneas pode atuar como um dos principais desencadeadores. Os sintomas mais frequentes são espirros repetidos, coceira no nariz, coriza e congestão nasal. Algumas pessoas também podem apresentar coceira nos olhos e na garganta.
A asma também pode ser agravada durante períodos de maior exposição a agentes desencadeantes. A doença provoca inflamação e estreitamento das vias aéreas e pode causar falta de ar, tosse, chiado no peito e sensação de aperto no tórax. Pólen, poeira, ácaros, mofo e mudanças bruscas de temperatura podem contribuir para o agravamento dos sintomas em pessoas suscetíveis.
Já a sinusite está relacionada à inflamação dos seios da face, podendo provocar sensação de pressão ou dor no rosto, congestão nasal e secreção. Em alguns casos, a inflamação das vias respiratórias associada à rinite pode favorecer o surgimento de sintomas nos seios da face.
A conjuntivite alérgica afeta principalmente os olhos e pode ocorrer após o contato com pólen, poeira e outros alérgenos. Entre os sinais estão vermelhidão, coceira, irritação e lacrimejamento. O desconforto pode ser maior em ambientes externos durante períodos de intensa presença de pólen.
Na primavera, a maior ocorrência de pólen no ambiente é influenciada pela floração de diferentes espécies de plantas. O vento pode facilitar a dispersão dessas partículas pelo ar, aumentando a exposição. Regiões do Sul do Brasil também podem registrar maior impacto relacionado ao pólen de determinadas gramíneas, enquanto o calor e a umidade podem favorecer a presença de ácaros e mofo dentro dos ambientes.
Além dos fatores externos, as condições dentro de casa também merecem atenção. Poeira acumulada, colchões, travesseiros, carpetes, cortinas e locais úmidos podem favorecer a presença de ácaros e fungos, que também estão entre os desencadeadores de manifestações alérgicas.
Para reduzir a exposição aos alérgenos, algumas medidas podem ser adotadas principalmente durante os períodos de maior concentração de pólen. É recomendável evitar locais com muitas flores em dias ensolarados e com vento forte, quando houver maior circulação de pólen no ar.
A limpeza da casa deve ser feita preferencialmente com pano úmido ou aspirador de pó, evitando o uso de espanadores e vassouras que podem levantar partículas e redistribuí-las no ambiente. Também é importante manter os cômodos ventilados e controlar a umidade para reduzir a proliferação de mofo.
Ao permanecer em ambientes externos, o uso de óculos de sol pode ajudar a diminuir o contato dos olhos com partículas presentes no ar. A hidratação também é importante, especialmente em períodos de temperaturas mais elevadas ou de baixa umidade.
A lavagem nasal com solução salina pode auxiliar na higiene das vias respiratórias e na remoção de partículas acumuladas no nariz. Pessoas que apresentam sintomas frequentes ou intensos devem procurar avaliação médica para identificar os possíveis desencadeadores e receber orientação adequada sobre o tratamento.
Durante a primavera, a atenção deve ser redobrada por pessoas que já apresentam alergias respiratórias. Evitar locais com grande concentração de flores em dias secos e com vento, manter os ambientes limpos e ventilados, controlar a umidade, reduzir o acúmulo de poeira, utilizar pano úmido ou aspirador na limpeza, fazer higiene nasal com solução salina e usar óculos de sol em ambientes externos são algumas medidas que podem ajudar a diminuir a exposição aos alérgenos.
Também é importante manter-se hidratado e procurar atendimento médico quando os sintomas forem frequentes, intensos ou interferirem na rotina. O tratamento pode variar conforme a condição e as características de cada pessoa, por isso medicamentos e outras formas de controle devem ser utilizados com orientação de um profissional de saúde.
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