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GERAL

Segurança das rotas marítimas ganha destaque diante de tensões internacionais

Porto de Santos e atuação da Marinha do Brasil são considerados estratégicos para proteger o comércio exterior do país

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Segurança das rotas marítimas ganha destaque diante de tensões internacionais
Marinha do Brasil

Em um cenário internacional marcado por tensões em rotas marítimas estratégicas, como no Estreito de Ormuz, cresce a preocupação global com a segurança das linhas de comunicação marítimas (LCM), responsáveis por transportar cerca de 80% do comércio mundial. Esses corredores oceânicos garantem o fluxo de energia, alimentos e insumos que sustentam a economia internacional.


No Brasil, essa discussão envolve diretamente o papel da Marinha do Brasil na proteção das rotas marítimas e das infraestruturas portuárias. Entre elas, destaca-se o Porto de Santos, em Santos, considerado o principal elo do país com o comércio marítimo internacional.


Maior complexo portuário brasileiro, o Porto de Santos conecta o Brasil a mais de 600 destinos e movimenta cargas provenientes de mais de 200 países. Em 2025, aproximadamente 29,6% de todas as transações comerciais brasileiras com o exterior passaram pelo local.


No mesmo ano, o porto registrou um recorde histórico na movimentação de cargas, alcançando 186,4 milhões de toneladas, crescimento de 3,6% em relação a 2024. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), também foram registradas 5.708 atracações, aumento de 2,7% em comparação ao ano anterior.


O crescimento foi impulsionado principalmente pela carga conteinerizada, que ultrapassou 5,9 milhões de TEU, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. Entre os principais produtos movimentados estão soja, açúcar, milho, celulose e adubo, reforçando a importância do porto para o escoamento da produção agroexportadora brasileira.


De acordo com o Capitão dos Portos de São Paulo, Leandro Gomes Mendes, o complexo portuário é considerado uma infraestrutura crítica nacional. Isso significa que uma interrupção nas atividades poderia provocar impactos amplos na economia e em setores estratégicos, como comércio exterior, relações internacionais, meio ambiente e segurança pública.


Especialistas explicam que as linhas de comunicação marítimas funcionam como verdadeiras “estradas do mar”, responsáveis por conectar países e garantir o fluxo de mercadorias no planeta. Segundo o professor de geopolítica da Escola de Guerra Naval, Leonardo Mattos, cerca de 80% do comércio internacional ocorre por via marítima. No caso do Brasil, a dependência é ainda maior: aproximadamente 95% do comércio exterior utiliza rotas pelo mar.


Entre as rotas estratégicas do país está a que liga o Porto de Santos aos mercados da Ásia, passando pelo Cabo da Boa Esperança, além de rotas para Europa, Estados Unidos e países da América do Sul.


Essas rotas possuem pontos considerados sensíveis, conhecidos como “chokepoints”, onde o tráfego marítimo se concentra e qualquer bloqueio pode causar impactos globais. Entre eles estão o Canal de Suez, o Estreito de Gibraltar e o Estreito de Malaca.


Para monitorar e proteger essas áreas, a Marinha do Brasil atua por meio de operações navais, fiscalização e sistemas de vigilância tecnológica. Entre os principais instrumentos está o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), que integra radares, sensores e sistemas de inteligência para acompanhar a movimentação marítima nas águas sob jurisdição brasileira.


Segundo o comandante de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul, Luciano Calixto de Almeida Júnior, a atuação da Marinha envolve vigilância constante, cooperação internacional e o emprego de meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais para garantir a segurança do tráfego marítimo.


A área marítima brasileira, conhecida como Amazônia Azul, possui cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados e concentra mais de 95% da produção nacional de petróleo e gás, além de importantes rotas de navegação, cabos submarinos de comunicação e áreas de exploração energética.


De acordo com o Subchefe de Estratégia do Estado-Maior da Armada, Sandro Baptista Monteiro, manter uma força naval moderna e preparada é fundamental para garantir a soberania e a segurança econômica do país.



Atualmente, o Poder Naval brasileiro conta com cerca de 70 navios, incluindo fragatas, corvetas, submarinos e navios-patrulha, além de aproximadamente 50 aeronaves e sistemas remotamente pilotados, utilizados para monitoramento, defesa e resposta a possíveis ameaças no mar.


Especialistas apontam que, diante da instabilidade no cenário internacional, a proteção das rotas marítimas e das infraestruturas portuárias tornou-se um fator estratégico para garantir a continuidade do comércio, a segurança energética e o desenvolvimento econômico do Brasil.


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