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GERAL

Tratamento experimental contra o câncer de mama apresenta eficácia de 100%

A etapa inicial, que contou com aproximadamente 60 casos, obteve uma eficácia de 100% para tumores menores do que 2 cm

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Tratamento experimental contra o câncer de mama apresenta eficácia de 100%
Alex Reipert/UNIFESP

Uma técnica inovadora de congelamento do tumor, testada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), demonstrou 100% de eficácia contra o câncer de mama em testes iniciais. O procedimento, conhecido como crioablação, já é utilizado em países como Estados Unidos, Japão e Israel e possui aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Pela primeira vez, a técnica foi aplicada em um hospital público brasileiro.



Na segunda-feira, 13 de janeiro, os professores da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) - Campus São Paulo, Vanessa Sanvido e Afonso Nazário, realizaram a crioablação no tratamento de um câncer de mama na Unidade Diagnóstica do ambulatório de Mastologia do Hospital São Paulo (HSP/HU Unifesp). Esse procedimento faz parte do primeiro protocolo de pesquisa na América Latina a utilizar essa técnica para tratar o câncer de mama.


A crioablação é um procedimento minimamente invasivo que usa temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir células cancerígenas. O tratamento consiste na inserção de uma agulha que injeta nitrogênio líquido a cerca de -140ºC na região afetada, formando uma esfera de gelo que elimina o tumor. O professor Afonso Nazário explica que a incisão necessária é menor ou equivalente à de uma biópsia convencional. O procedimento é realizado sob anestesia local, sem necessidade de internação hospitalar, sendo indolor, preciso e relativamente rápido.


A técnica já é utilizada para tratar diversos tipos de câncer e problemas cardíacos, como arritmias. Apesar de aprovada pela Anvisa, a crioablação ainda não faz parte da cobertura da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para o tratamento do câncer de mama no Brasil.


A pesquisa realizada na Unifesp é uma continuidade do pós-doutorado da professora Vanessa Sanvido. O protocolo é aplicado em pacientes com tumores menores de 2,5 cm que, inicialmente, teriam indicação para cirurgia. O primeiro estágio do estudo, que incluiu aproximadamente 60 casos, demonstrou eficácia de 100% para tumores menores de 2 cm. A fase atual envolve a comparação entre um grupo tratado apenas com crioablação e outro submetido à cirurgia tradicional. Mais de 700 pacientes participarão desta etapa em 15 centros de saúde do Estado de São Paulo.


Embora o procedimento ainda não seja oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nem pelos planos de saúde, os pesquisadores esperam que, com sua popularização, os custos diminuam e ele possa ser incorporado ao SUS. “As agulhas utilizadas no procedimento têm um valor alto, mas estamos otimistas de que poderemos contar com esse tratamento futuramente no SUS. Com a expansão da crioablação, acreditamos que o custo se tornará mais acessível, possibilitando a redução da fila do SUS para tratamento do câncer de mama em até 30%”, afirmou o professor Nazário.


O procedimento foi viabilizado por meio de uma parceria entre a Unifesp, a empresa KTR Medical (representante da Ice Cure e da solução ProSense no Brasil), o Hospital Israelita Albert Einstein e o HCor. O estudo representa um marco na pesquisa sobre o câncer de mama na América Latina, trazendo esperança para milhares de pacientes no Brasil.


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