Brasil vai aplicar reciprocidade em caso de taxação dos EUA, afirmou o presidente brasileiro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, uma série de decretos que impõem tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio. A medida cancela isenções e cotas isentas de impostos para os principais fornecedores, Canadá, México, Brasil e outros países, podendo aumentar o risco de uma guerra comercial em várias frentes.
O Brasil é um dos países que mais deve ser afetado por essa medida, uma vez que é o segundo maior fornecedor de aço, em volume, para o mercado norte-americano. Entre novembro de 2023 e novembro de 2024, o Brasil comercializou 3,98 milhões de toneladas (16,3% do consumido no país) para os EUA. O produto brasileiro só fica atrás do Canadá, que fornece 22,6% do aço importado (5,48 milhões). Especialistas avaliam que a taxação pode impactar a produção desses setores no Brasil, mas não deve causar maiores problemas para a economia como um todo.
"Nosso país precisa que o aço e o alumínio permaneçam em solo americano, e não em territórios estrangeiros. Precisamos produzir para proteger o futuro renascimento da manufatura e da produção nos Estados Unidos, algo que não vemos há muitas décadas", declarou Trump.
O governo brasileiro aguarda a oficialização da taxação para se manifestar sobre o tema. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil pode adotar a lei da reciprocidade, aumentando as taxas de produtos americanos consumidos no país.