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GERAL

Vall d'Hebron realiza o primeiro transplante parcial de rosto do mundo

Procedimento histórico envolveu cerca de 100 profissionais e utilizou técnicas avançadas de microcirurgia vascular e nervosa

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Vall d'Hebron realiza o primeiro transplante parcial de rosto do mundo
Hospital Universitário Vall d'Hebron

O Hospital Universitário Vall d'Hebron, em Barcelona, realizou o primeiro transplante parcial de face do mundo a partir de uma doadora que havia solicitado morte assistida. O procedimento marca um novo capítulo na história da medicina e da cirurgia plástica reconstrutiva, tanto pela complexidade técnica quanto pelo contexto ético e humano que o envolve.


A cirurgia contou com a participação de aproximadamente 100 profissionais de diferentes áreas e é classificada como um transplante de tecido composto, utilizando técnicas microcirúrgicas vasculares e nervosas de alta precisão. Esse tipo de intervenção pode durar entre 15 e 24 horas e exige planejamento minucioso e coordenação absoluta entre as equipes.



De acordo com especialistas, a desfiguração facial está entre as condições físicas mais devastadoras, com impactos profundos na vida psicológica, social e funcional do paciente, afetando ações básicas como falar, comer e enxergar. “O transplante de face é uma cirurgia funcional, indicada quando estruturas essenciais do rosto não podem ser restauradas por técnicas convencionais da cirurgia plástica”, explica o Dr. Joan-Pere Barret i Nerín, chefe do Departamento de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Vall d'Hebron.


A equipe liderada pelo Dr. Barret já havia sido responsável, em 2010, pelo primeiro transplante total de face do mundo e, em 2015, pelo primeiro transplante facial realizado em assistolia controlada. Agora, o hospital volta a se destacar ao realizar o primeiro transplante parcial de face com uma doadora que, antes do procedimento de morte assistida, decidiu doar não apenas órgãos e tecidos, mas também o rosto.


“Esse gesto representa um nível de generosidade e altruísmo que nos deixa sem palavras. Uma pessoa que decide encerrar sua vida oferece a um desconhecido uma segunda chance dessa magnitude”, afirmou a Dra. Elisabeth Navas, coordenadora médica de Doação e Transplantes do hospital.


A receptora necessitava de um transplante de face tipo I, correspondente à parte central do rosto, após sofrer necrose do tecido facial provocada por uma infecção bacteriana. O procedimento foi avaliado individualmente e passou por rigorosos comitês médicos, éticos e institucionais, além de autorizações da Organização Catalã de Transplantes (OCATT) e da Organização Nacional de Transplantes da Espanha (ONT).


O Vall d'Hebron já realizou três dos seis transplantes de face feitos na Espanha. No mundo, apenas cerca de 20 centros têm capacidade para esse tipo de procedimento, e somente sete realizaram três ou mais transplantes, devido à elevada exigência técnica, clínica e estrutural.


O transplante envolveu especialidades como Cirurgia Plástica e Microcirurgia Reconstrutiva, Imunologia, Psiquiatria, Psicologia Clínica, Reabilitação, UTI, Enfermagem e Anatomia Patológica. Para garantir precisão máxima, foram utilizados exames de tomografia computadorizada, modelos tridimensionais impressos em 3D, guias de corte ósseo personalizados e uma máscara de silicone desenvolvida especificamente para reconstrução do rosto da doadora.


Durante a cirurgia, foram transplantados pele, tecido adiposo, músculos faciais, nervos periféricos e estruturas ósseas da face. O objetivo foi restabelecer não apenas a aparência, mas também funções vitais como mastigação, fala e expressões faciais.


Após o procedimento, a paciente permaneceu internada por um mês, período menor em comparação aos transplantes anteriores realizados pela instituição. Em seguida, iniciou um processo contínuo de reabilitação facial, fundamental para a recuperação funcional. O acompanhamento psicológico também faz parte do protocolo, auxiliando na adaptação à nova imagem corporal e na adesão ao tratamento imunossupressor.


Atualmente, a paciente segue em fase de adaptação a uma nova vida. “Esse resultado é fruto de um esforço coletivo excepcional, que garantiu respeito à doadora e sua família, além de excelência técnica no cuidado com a receptora”, destacou Beatriz Domínguez-Gil, Diretora-Geral da ONT.


O procedimento consolida o Hospital Universitário Vall d'Hebron como referência mundial em transplantes de face e evidência o avanço da medicina aliada à ética, à tecnologia e ao altruísmo humano.


Os transplantes de face realizados pelo Hospital Universitário Vall d'Hebron são resultado de um trabalho altamente especializado e coordenado entre dezenas de profissionais, liderados pelo Dr. Joan-Pere Barret i Nerín, chefe do Departamento de Cirurgia Plástica e Queimaduras da instituição. O cirurgião foi o responsável direto pela liderança das equipes que realizaram o primeiro transplante total de face do mundo, em 2010, o primeiro transplante facial em assistolia controlada, em 2015, e o mais recente transplante parcial de face a partir de uma doadora que havia solicitado morte assistida.


Além do Dr. Barret, os procedimentos contaram com a atuação da equipe de Cirurgia Plástica e Microcirurgia Reconstrutiva do Vall d'Hebron, formada por 17 cirurgiões plásticos especialistas em microcirurgia reconstrutiva, todos integrantes do programa de transplantes faciais do hospital, além de 10 médicos residentes, responsáveis pela execução técnica da extração, anastomoses vasculares e nervosas, reconstrução óssea e muscular e implantação do enxerto facial.


A coordenação geral dos processos de doação e transplante ficou a cargo do Dr. Alberto Sandiumenge, coordenador dos Programas de Doação e Transplante do hospital, responsável pela articulação clínica, logística e institucional, bem como pelo desenvolvimento de protocolos personalizados para cada caso.


Na área de doação e transplantes, a Dra. Elisabeth Navas, coordenadora médica de Doação e Transplantes, acompanhou todo o processo envolvendo a doadora, garantindo que o procedimento ocorresse com rigor ético, legal e assistencial, desde a manifestação de vontade até a preservação dos tecidos.


A avaliação psiquiátrica, psicológica e social da receptora foi conduzida por equipes lideradas pela Dra. María Sonsoles Cepeda e pela Dra. Sara Guila Fidel, que analisaram critérios como capacidade de adaptação, expectativas, adesão ao tratamento, histórico psiquiátrico e suporte familiar, etapas fundamentais para a autorização do transplante.


O planejamento cirúrgico avançado contou com a atuação da Unidade de Tecnologias 3D do Vall d'Hebron, onde a engenheira biomédica Laura Escot coordenou a criação de modelos digitais tridimensionais a partir de tomografias computadorizadas, além da impressão 3D de estruturas anatômicas utilizadas como referência antes e durante a cirurgia. Com o apoio de engenheiros da IXOM, foram desenvolvidos guias de corte ósseo personalizados para doadora e receptora.


Os estudos anatômicos finais e o planejamento cirúrgico detalhado foram realizados na sala de dissecação do Departamento de Anatomia da Faculdade de Medicina da UAB, com o suporte do professor Alfonso Rodríguez Baeza, garantindo precisão máxima nas intervenções.


Durante todo o procedimento, a enfermagem teve papel central. A atuação foi coordenada por Olga Gabaldà, supervisora de Enfermagem do Programa de Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos, que integrou as equipes de enfermagem de Doação e Transplante e de Cirurgia Plástica, assegurando suporte contínuo em todas as fases do processo.


A reabilitação funcional da paciente ficou sob responsabilidade da equipe de Medicina Física e Reabilitação, com destaque para a Dra. Daniela Issa, que conduziu o trabalho de recuperação motora e sensorial da face, estimulando a reinervação, os movimentos faciais e a retomada gradual de funções como mastigação, fala e expressão.


O conjunto dessas atuações permitiu que procedimentos considerados entre os mais complexos da medicina moderna fossem realizados com segurança, precisão técnica e resultados funcionais, consolidando o Vall d'Hebron como referência internacional em transplantes de face.



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