Canetas emagrecedoras podem chegar ao SUS com até 90% de desconto
Ministério da Saúde estima investimento anual de R$ 1,5 bilhão para disponibilizar os medicamentos gratuitamente
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Ministério da Saúde estima investimento anual de R$ 1,5 bilhão para disponibilizar os medicamentos gratuitamente
As chamadas canetas emagrecedoras poderão ser incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), com possibilidade de redução de até 90% nos preços de aquisição pelo sistema público. A estimativa foi apresentada pelo Ministério da Saúde, que projeta um orçamento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano para a oferta dos medicamentos.
Atualmente, esses medicamentos ainda não fazem parte da lista de tratamentos oferecidos pelo SUS. O Ministério da Saúde protocolou um pedido de avaliação na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que será responsável por analisar a possibilidade de inclusão dos produtos para o tratamento da obesidade.
Segundo o Ministério, os preços das canetas emagrecedoras caíram cerca de 70% nas farmácias em menos de um ano, após a ampliação da concorrência e a entrada de novos produtos no mercado. Em setembro de 2026, 25 canetas já estavam registradas no país, sendo 14 delas registradas ao longo deste ano.
A pasta estima que, com compras em grande escala pelo SUS e a possibilidade de produção nacional, os valores de aquisição possam sofrer uma redução entre 80% e 90%. O Ministério considera que essa redução poderia viabilizar a oferta gratuita dos medicamentos à população, caso a incorporação seja aprovada.
Entre os medicamentos que podem ser avaliados estão aqueles à base de semaglutida e liraglutida, princípios ativos utilizados em tratamentos relacionados à obesidade. A eventual incorporação deverá definir critérios clínicos para determinar quais pacientes terão acesso aos medicamentos.
O Ministério da Saúde também mantém um estudo com cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. A iniciativa busca avaliar aspectos clínicos, operacionais e econômicos do tratamento com semaglutida e contribuir para a definição de protocolos para o sistema público.
A proposta segue ainda em avaliação. Portanto, a possível oferta das canetas emagrecedoras pelo SUS não significa que os medicamentos já estejam disponíveis gratuitamente na rede pública. A incorporação depende da análise da Conitec e das etapas seguintes do processo.