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GERAL

Cientistas encontram indícios inéditos de campos magnéticos em exoplanetas

Estudo analisou ventos em planetas gigantes e revelou sinais que podem ajudar na busca por mundos habitáveis

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Cientistas encontram indícios inéditos de campos magnéticos em exoplanetas
ESO/M. Kornmesser, L. Calçada

Uma equipe internacional de astrônomos encontrou os indícios mais consistentes já registrados da existência de campos magnéticos em exoplanetas, planetas localizados fora do Sistema Solar. A descoberta foi feita a partir da análise dos ventos atmosféricos de sete gigantes gasosos semelhantes a Júpiter.


Utilizando observações realizadas pelo Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), e pelo telescópio Gemini North, os pesquisadores mediram ventos que chegam a ultrapassar 25 mil quilômetros por hora. Durante a análise, identificaram um comportamento inesperado: quanto mais quente era o planeta, mais lentos se mostravam os ventos.


O resultado chamou a atenção dos cientistas porque, teoricamente, temperaturas mais elevadas deveriam gerar ventos mais intensos. A explicação considerada mais provável é a presença de campos magnéticos capazes de atuar como uma espécie de freio sobre partículas carregadas presentes na atmosfera desses mundos.


A partir dos dados obtidos, os pesquisadores estimaram que os campos magnéticos desses exoplanetas possuem intensidade comparável à observada em planetas do Sistema Solar, sendo aproximadamente quatro vezes mais fortes que o de Saturno e cerca de metade da força do campo magnético de Júpiter.


A descoberta representa um avanço importante para a astronomia, já que os campos magnéticos desempenham papel fundamental na proteção das atmosferas planetárias e podem influenciar diretamente a capacidade de um planeta manter água e condições favoráveis à vida.


Além disso, os cientistas acreditam que esses campos magnéticos possam produzir auroras ainda mais intensas do que as observadas na Terra. Com a entrada em operação de novos equipamentos, como o Extremely Large Telescope (ELT), do ESO, a expectativa é ampliar os estudos e investigar também planetas rochosos semelhantes à Terra.


Os pesquisadores destacam que a descoberta abre uma nova etapa na exploração de exoplanetas, permitindo comparar os ambientes magnéticos de diferentes mundos e aprofundar a busca por locais potencialmente habitáveis fora do Sistema Solar.

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