Telescópio captura gigantesco berçário estelar na Via Láctea
Registro mostra nebulosas que integram uma vasta região de formação estelar observada a partir do Hemisfério Sul
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Registro mostra nebulosas que integram uma vasta região de formação estelar observada a partir do Hemisfério Sul
Uma imagem divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) revelou duas nebulosas localizadas na Via Láctea que integram uma vasta região de formação de estrelas. Conhecidas como Gum 10 e Gum 11, as estruturas são compostas por poeira e gás interestelar e podem ser observadas principalmente a partir do Hemisfério Sul.
A Gum 10 aparece como a região mais brilhante da imagem, enquanto a Gum 11 surge de forma mais discreta no canto inferior esquerdo. O brilho avermelhado característico dessas nebulosas é resultado da interação entre o hidrogênio e estrelas massivas e extremamente quentes presentes na região.
Segundo os pesquisadores, a radiação ultravioleta emitida por essas estrelas ioniza os átomos de hidrogênio. Quando os elétrons voltam a se combinar com os íons, ocorre a emissão da luz vermelha observada na fotografia. Já as faixas escuras são provocadas pela poeira cósmica, que bloqueia parte da luz proveniente do espaço.
A imagem foi registrada pelo VLT Survey Telescope (VST), instalado no Observatório Paranal, no Chile. O telescópio celebra 15 anos desde a obtenção de sua primeira imagem astronômica.
Os dados utilizados fazem parte do projeto VPHAS+, iniciativa que utiliza o VST para mapear o plano da Via Láctea e ampliar o conhecimento científico sobre o ciclo de vida das estrelas, desde seu nascimento até as fases finais de evolução.
Os estudos realizados a partir dessas observações ajudam os astrônomos a compreender melhor como as estrelas se formam e evoluem dentro da nossa galáxia, contribuindo para o avanço das pesquisas sobre a estrutura e a história do universo.
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