Marinha reforça presença na Amazônia Azul com ciência e tecnologia
Pesquisas científicas, monitoramento e parcerias ampliam a proteção e o aproveitamento sustentável dos recursos marítimos brasileiros
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Pesquisas científicas, monitoramento e parcerias ampliam a proteção e o aproveitamento sustentável dos recursos marítimos brasileiros
A Amazônia Azul, área marítima brasileira que se estende por cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados, tem se consolidado como uma região estratégica para a soberania nacional, a economia e a produção científica. Diante da dimensão do território e de seu potencial econômico, a Marinha do Brasil tem intensificado ações de monitoramento, pesquisa e proteção das Águas Jurisdicionais Brasileiras.
Além da defesa do espaço marítimo, a produção de conhecimento científico desempenha papel fundamental na ampliação da presença brasileira no oceano. Estudos realizados na região contribuem para o mapeamento de recursos naturais, fornecem subsídios para políticas públicas e fortalecem a posição do país em questões internacionais relacionadas aos limites da plataforma continental.
Segundo a Marinha, as informações obtidas por meio das pesquisas também auxiliam no monitoramento ambiental e na previsão de fenômenos meteorológicos e oceanográficos extremos, aumentando a segurança da navegação e protegendo estruturas estratégicas, como plataformas de petróleo e cabos submarinos.
No combate a atividades ilegais, como pesca irregular e tráfico internacional, a instituição vem ampliando o uso de tecnologias de vigilância. Entre as iniciativas estão o Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS) e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ), que integra dados de satélites, radares e informações científicas para aprimorar a fiscalização das áreas marítimas.
A atuação também ocorre por meio de parcerias entre órgãos federais, universidades e centros de pesquisa. Coordenada pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), essa integração permite ampliar a coleta de dados, especialmente em regiões de difícil acesso, e fortalecer a formação de profissionais voltados à chamada economia azul.
Apesar dos avanços, especialistas apontam desafios para a exploração sustentável dos recursos marinhos. Entre eles estão a necessidade de investimentos em embarcações equipadas para pesquisas em águas profundas, a formação de mão de obra especializada e a criação de uma legislação específica para a exploração mineral no ambiente marinho.
Como parte desse processo, o Brasil avança na implementação do Planejamento Espacial Marinho (PEM), instrumento criado para organizar o uso do oceano de forma sustentável. A meta do país é concluir a implementação do sistema até 2030, conciliando desenvolvimento econômico, preservação ambiental e interesses estratégicos de defesa nacional.
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