Empresário é preso suspeito de mandar executar ataque em barbearia
Prisão ocorreu na manhã desta sexta-feira.
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Prisão ocorreu na manhã desta sexta-feira.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, prendeu na manhã desta sexta-feira, 04 de setembro, um empresário de 31 anos, suspeito de ser um dos mandantes e articuladores de um ataque ocorrido em uma barbearia.
O crime aconteceu em 19 de junho de 2026, por volta das 16h15, em um estabelecimento localizado na Avenida Pedro Wosgrau, no Bairro Cará-Cará, em Ponta Grossa. Na ocasião, Hugo Gabriel Moll foi morto a tiros e o proprietário da barbearia, João Victor Pereira, também foi atingido e ficou ferido.
Segundo as investigações, Hugo não seria o alvo dos atiradores. Conforme a apuração, o objetivo era atingir um homem com antecedentes criminais que havia deixado a barbearia poucos instantes antes do ataque. A investigação aponta que Hugo teria sido atingido por engano.
De acordo com a Polícia Civil, um homem usando capacete vermelho, jaqueta azul e calça escura entrou no estabelecimento e efetuou disparos com uma pistola calibre 9mm. Hugo estava sentado em uma cadeira de corte de cabelo quando foi atingido na cabeça e morreu no local. O proprietário do estabelecimento foi atingido no tórax e recebeu atendimento médico.
A identificação do empresário preso nesta sexta-feira ocorreu após o aprofundamento das diligências, com análise conjunta de provas e dados obtidos durante as etapas anteriores da investigação. A autoridade policial representou pela prisão temporária do suspeito e pelo cumprimento de mandados de busca e apreensão, que foram realizados nesta manhã.
A investigação envolveu análise de imagens de câmeras de segurança, dados de monitoramento viário, informações de inteligência e laudos periciais.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Luís Gustavo Timossi, os elementos reunidos indicam que as vítimas foram atingidas por engano. A apuração aponta ainda que o alvo principal seria um homem ligado ao tráfico de drogas, que teria deixado o estabelecimento cerca de dez segundos antes da chegada de Hugo.
Ainda conforme a investigação, o proprietário da barbearia teria sido atingido durante a ação, em uma possível tentativa dos executores de eliminar uma testemunha ou como reação durante o ataque.
Em 28 de julho, em uma fase anterior da operação, a PCPR, com apoio da Polícia Militar, cumpriu cinco mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão contra pessoas apontadas como integrantes da logística e execução do crime.
Com a prisão do empresário apontado pela investigação como um dos mandantes, a Polícia Civil informou que avança para a conclusão do inquérito policial e o encaminhamento das responsabilidades ao Poder Judiciário.
O empresário permanece à disposição da Justiça.