Gaeco denuncia quatro pessoas por suposto esquema de rachadinha na Alep
Acusações envolvem lavagem de dinheiro e concussão em fatos investigados entre 2018 e 2023
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Acusações envolvem lavagem de dinheiro e concussão em fatos investigados entre 2018 e 2023
O Núcleo Regional de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, denunciou quatro pessoas por suposta participação em um esquema de exigência de repasses de parte dos salários de servidores comissionados ligados a um gabinete parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
As acusações envolvem três homens e uma mulher, esposa do deputado estadual investigado. Os denunciados respondem por crimes de lavagem de dinheiro e concussão supostamente praticados entre 2018 e 2023, envolvendo cerca de R$ 132,8 mil.
Segundo o Ministério Público, o parlamentar, que já havia sido denunciado em 2024 em procedimento separado, teria exigido que servidores comissionados repassassem parte dos vencimentos recebidos. De acordo com a investigação, os valores eram entregues por meio de mecanismos utilizados para ocultar a origem e o destino dos recursos.
A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Criminal de Curitiba. A Justiça também determinou o afastamento das funções públicas de um dos denunciados, que ainda ocupa cargo comissionado na Alep. Conforme a decisão, a medida busca evitar interferências na apuração dos fatos e garantir o regular andamento do processo.
As investigações apontam diferentes formas de operacionalização do suposto esquema. Em três episódios citados pelo Gaeco, valores transferidos por servidores teriam sido utilizados para a compra de moeda estrangeira, posteriormente entregue em espécie ao parlamentar, com a finalidade de dificultar o rastreamento dos recursos.
Outros fatos descritos na denúncia indicam que repasses teriam sido realizados por meio da utilização de cartões de crédito para custear despesas da esposa do deputado com recursos supostamente oriundos dos valores exigidos dos funcionários.
O Ministério Público também relata situações envolvendo transferências bancárias, saques em dinheiro, depósitos em contas de terceiros, pagamento de despesas pessoais e transferências para uma empresa familiar ligada ao parlamentar. Segundo os investigadores, as operações tinham como objetivo ocultar a origem dos valores.
Em relação aos fatos mais recentes, registrados em 2023, a denúncia sustenta que dois dos acusados teriam participado diretamente da exigência dos repasses e da adoção de mecanismos para ocultar os recursos, incluindo depósitos em espécie e pagamentos de despesas particulares.
Conforme a denúncia, um dos investigados responde por um crime de lavagem de dinheiro. Outro foi denunciado por dez crimes de lavagem de dinheiro e dois de concussão. Um terceiro responde por dois crimes de lavagem de dinheiro. Já a quarta denunciada foi acusada de oito crimes de lavagem de dinheiro e um crime de concussão.
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