Pesquisa aponta que terraços reduzem erosão em solos
Estudo realizado no Noroeste do Estado mostra redução de até 75% na perda de água e mais de 90% na perda de solo em áreas com manejo adequado
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Estudo realizado no Noroeste do Estado mostra redução de até 75% na perda de água e mais de 90% na perda de solo em áreas com manejo adequado
Uma pesquisa desenvolvida pela Rede Paranaense de Agropesquisa (Napi Prosolo) aponta que o uso de terraços é uma das principais estratégias para reduzir a erosão em áreas de solo arenoso no Paraná. Os resultados parciais da segunda etapa dos estudos foram obtidos em áreas experimentais nos municípios de Cianorte e Presidente Castelo Branco, no Noroeste do Estado.
Segundo os pesquisadores, o terraceamento pode reduzir a perda de água em até 75% ou mais. Já a perda de solo pode cair entre 45% e mais de 90%, dependendo da cultura cultivada e do tipo de estrutura utilizada.
A pesquisa também busca mensurar os impactos econômicos causados pela erosão. O objetivo é calcular quanto os produtores deixam de ganhar devido à perda de solo, água e nutrientes durante os períodos de chuva, especialmente em áreas sem sistemas de conservação.
Os estudos são coordenados pelo professor Edison Schmidt Filho, da Unicesumar e do Instituto Cesumar de Ciência, Tecnologia e Inovação (Iceti), e fazem parte do Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo), com apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Sistema FAEP.
Além de Cianorte e Presidente Castelo Branco, as pesquisas também são realizadas em Cambé, Ponta Grossa, Guarapuava, Dois Vizinhos e Toledo, reunindo informações sobre as características físicas, químicas e biológicas dos solos paranaenses.
De acordo com os pesquisadores, os solos do Arenito Caiuá apresentam alta concentração de areia, o que aumenta a vulnerabilidade à erosão. Por isso, a recomendação é manter o solo protegido com terraços e cobertura vegetal ou palhada, evitando o revolvimento frequente da terra, prática que pode aumentar a perda de nutrientes e comprometer a produtividade das lavouras.
Os estudos seguem até 2029 e devem fornecer novas orientações para o manejo e a conservação do solo, contribuindo para reduzir prejuízos provocados pelas chuvas e melhorar a sustentabilidade da produção agrícola no Paraná.
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