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GERAL

VOCÊ BOICOTA O SONHO DE ALGUÉM

Na vida, a gente controla três coisas: mente, fala e ação. Se você não controla essas três, você não lidera ninguém.

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VOCÊ BOICOTA O SONHO DE ALGUÉM
Junior Vieira

Cá estou eu compartilhando com vocês, que me acompanham, mais um insight que tive durante mais uma das minhas caminhadas. Eu estava ouvindo o podcast “COMO TER UM TIME DE ALTA PERFORMANCE? – com Erika Linhares #124”. É um episódio forte. Incômodo. Real. E ele me fez refletir sobre algo que vai além de empresa, além de liderança, além de política. Vai para o caráter.


Tudo que cresce, cresce primeiro como instituição. Família, comunidade, empresa. Enquanto o ser humano for egoísta e pensar apenas nele, ele não fortalece a instituição da qual faz parte. E quem não fortalece a instituição, também não cresce. Isso me indigna.


A gente fala de político o tempo todo. Critica governo. Reclama do sistema. Mas eu te pergunto: você se olha no espelho? Você é ético? Você cumpre o que promete? Você faz aquilo que se comprometeu a fazer? Ou vive de desculpas? Você boicota o sonho de alguém? Ou pior, você não corre atrás do seu e tenta destruir o do outro?


Liderança começa no controle. Na vida, a gente controla três coisas: mente, fala e ação. Se você não controla essas três, você não lidera ninguém. Liderança não é cargo, é postura. E isso é duro de admitir. Se você não consegue se liderar, como vai liderar alguém?


Muita gente é promovida sem estar pronta emocionalmente. Aí começam as disputas internas, as comparações, o ego. Em vez de fortalecer o time, começa a matar o potencial da própria empresa. Isso é imaturidade. E maturidade ninguém nasce tendo. A gente estreia, aprende, erra e corrige.


Existe uma palavra que o brasileiro odeia: ordinário. Mas ordinário é quem faz a ordem, quem cumpre o básico. Extraordinário é quem faz o extra. Empresa nenhuma é feita só de extraordinários. Ela é feita, na maioria das vezes, de pessoas ordinárias que precisam de liderança clara. Se todos fossem extraordinários, não precisariam de líder.


E aqui está a dor: ensinar o que a pessoa não quer aprender, corrigir quem não quer ser corrigido, cobrar quem não quer ser cobrado. Isso tira da zona de conforto. E ninguém cresce no conforto.


Quer empreender no Brasil? Primeiro obstáculo: custo de capital alto. Você pega dinheiro caro e a empresa já nasce devendo. Segundo: carga tributária pesada. Você paga para vender, paga para comprar, paga sobre lucro, paga por tudo. Terceiro: produtividade baixa, muitas vezes reflexo de um ambiente social difícil, infraestrutura ruim, educação frágil e insegurança constante.


Empreender aqui é atravessar uma selva. 80% das empresas morrem. Você quer isso? Então não odeie quem está nos 20% que sobreviveram. Ambição é bonita. Inveja é feia. Ambição é querer construir o seu. Inveja é não querer fazer o que o outro fez e ainda não querer que ele tenha. O Brasil ama jogador de futebol. Idolatra político. Mas odeia empreendedor. E isso diz muito


Todo mundo tem desculpa. Todo mundo tem um motivo para não entregar. A diferença está na frase final. Alguns dizem “eu não fiz por causa disso”. Outros dizem “eu fiz apesar disso”. Essa é a linha que separa alta performance da mediocridade.


Empresa sem objetivo claro é delírio. Meta baixa demais leva à falência. Meta inatingível leva à desmotivação. Objetivo precisa ser desafiador e possível. Mas não basta falar. É preciso checar entendimento. Diálogo não é monólogo. Você explica e depois pergunta o que a pessoa entendeu. Se você não checa, cada um entende uma coisa diferente.


No Brasil, muita gente não pergunta porque acha que perguntar é sinal de burrice. Mas ninguém entende tudo de primeira. Muitas vezes, a incompetência não está no funcionário. Está na liderança que não deixou claro.


Essa coluna não é confortável. Mas crescimento não é confortável. Antes de reclamar do sistema, do governo, da economia e da carga tributária, talvez a pergunta precise ser mais simples.


Você está fazendo a sua parte? Ou está boicotando o sonho de alguém, inclusive o seu?


Isso serve totalmente para mim e para você que está lendo. Eu não sou perfeito. Todos os dias eu aprendo. E é exatamente essa a questão: aprender todos os dias.


Vou deixar o podcast para você ouvir. Escute a parte em que ela fala “quem não gosta de trabalhar é vagabundo” e depois volte aqui para me dizer se você concorda ou não.


É ASSIM QUE EU PENSO.


Por Junior Aurélio Vieira de Oliveira



A PARTE DO “VAGABUNDO” EU NÃO FALEI NA COLUNA. VEJA NO PODCAST.


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