Alunos terão de pagar R$ 20 mil a professor impedido de dar aula
Os alunos sugeriram que o professor estava “fingindo dar aula”
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Os alunos sugeriram que o professor estava “fingindo dar aula”
A Justiça de São Paulo condenou dois estudantes a pagar uma indenização de R$ 20 mil a um professor da Unicamp. O caso remonta a 2016, quando durante uma greve, um grupo de alunos invadiu a sala de aula do Instituto de Matemática, impedindo o professor de continuar sua aula.
Segundo informações, os alunos interromperam a aula com gritos, slogans e uma batucada. Apesar dos esforços do professor para prosseguir a aula, um dos estudantes apagou todo o conteúdo escrito na lousa.
Na ação judicial contra os estudantes, o professor alegou que a atitude dos alunos foi um desrespeito tanto a ele quanto aos colegas que desejavam participar da aula. “Houve patético deboche”, testemunhou na Justiça. A greve era um protesto contra os cortes orçamentários na universidade e a falta de políticas de cotas étnico-raciais na época. O professor argumentou que não se pode aceitar que grevistas forcem a paralisação de quem não quer participar, além de afirmar ter sido alvo de ataques online, sendo “ridicularizado publicamente”.
Na defesa, os estudantes alegaram que o processo do professor era uma tentativa de impor uma posição antigreve e uma perseguição política contra líderes do movimento negro e estudantil. Eles negaram responsabilidade pelas publicações online contra o professor e afirmaram que não cometeram atos de agressão ou ameaça.
Argumentaram que não houve interrupção de aula, dado que a greve foi aprovada por três categorias (alunos, professores e funcionários). Eles sugeriram que o professor estava “fingindo dar aula”.
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