Menu

Idioma
JORNAL DIGITAL
Informações
Quarta-feira, 15 de Abril de 2026
Visitantes Total
15.521.276
Hoje
23.552
Cotações
Dólar
R$ --
Euro
R$ --
Peso ARG
R$ --
Redes Sociais
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
  • Banner
GERAL

Canabidiol pode ajudar a retardar avanço do Alzheimer

Pesquisas indicam efeitos neuroprotetores do composto da cannabis, mas especialistas pedem cautela

Compartilhar
Canabidiol pode ajudar a retardar avanço do Alzheimer
Mídia Sudoeste

O canabidiol, composto extraído da planta Cannabis sativa, pode ajudar a retardar o avanço do Alzheimer, segundo estudos recentes. A doença, considerada a forma mais comum de demência, representa entre 60% e 80% dos casos em idosos e é caracterizada pela perda progressiva de memória, declínio cognitivo e alterações de comportamento.


O avanço do Alzheimer está associado ao acúmulo de proteínas anormais no cérebro, como a beta-amiloide e a tau, que levam à morte de neurônios. Apesar de não haver cura, estratégias vêm sendo estudadas para prevenir ou retardar a progressão da doença.


Entre elas está o uso do canabidiol (CBD). Experimentos realizados com camundongos demonstraram que o composto foi capaz de reduzir substâncias tóxicas no cérebro, restaurar conexões entre neurônios e melhorar a memória dos animais.


De acordo com o neurologista Arthur Jatobá, a planta da cannabis possui cerca de 500 compostos químicos, sendo mais de 100 classificados como canabinoides. Entre eles, destacam-se o canabidiol (CBD) e o tetraidrocanabinol (THC), ambos utilizados com fins medicinais.


O especialista explica que, na neurologia, o uso dessas substâncias já é indicado em casos como epilepsia refratária, dores crônicas e esclerose múltipla com espasticidade. No entanto, o canabidiol chama atenção por não provocar efeitos psicoativos, ao contrário do THC, o que amplia seu potencial para estudos clínicos.


Segundo ele, pesquisas laboratoriais indicam que o CBD possui propriedades neuroprotetoras, com efeitos anti-inflamatórios e ação contra o acúmulo de beta-amiloide, dois fatores diretamente ligados ao Alzheimer.


Apesar dos resultados promissores, o neurologista ressalta que ainda faltam estudos amplos com grande número de pacientes para confirmar os benefícios. Na prática clínica, os efeitos mais observados até o momento estão relacionados à melhora de alterações comportamentais em pacientes.


O estudo foi conduzido por cientistas da Universidade de Shenzhen, da Academia Chinesa de Ciências e de outras instituições, sendo publicado em 19 de março na revista científica Molecular Psychiatry.


O canabidiol já é utilizado no tratamento de condições como epilepsia refratária, dores crônicas, ansiedade, autismo e também vem sendo estudado no contexto do Alzheimer, atuando no sistema endocanabinoide do organismo.


Mais Notícias

  • Banner