Anticoncepcional masculino em gel atinge 99% de eficácia em testes
Produto experimental pode chegar ao mercado até 2027 e promete ser alternativa reversível à vasectomia
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Produto experimental pode chegar ao mercado até 2027 e promete ser alternativa reversível à vasectomia
Um anticoncepcional masculino em gel, ainda em fase experimental, apresentou 99% de eficácia nos testes clínicos iniciais, segundo pesquisadores. O produto, chamado ADAM, está sendo desenvolvido pela empresa de biotecnologia Contraline, dos Estados Unidos, com previsão de possível disponibilização ao público até 2027.
O método é não hormonal e atua bloqueando a saída dos espermatozoides durante a ejaculação. O procedimento é realizado em consultório médico, com anestesia local, e dura cerca de 15 minutos.
A aplicação do gel ocorre diretamente no ducto deferente, canal responsável por transportar os espermatozoides. Após uma pequena incisão, um hidrogel é injetado por meio de um cateter, impedindo a passagem dos espermatozoides. A técnica é considerada semelhante à vasectomia, porém com a proposta de ser reversível.
De acordo com os testes, todos os participantes continuaram ejaculando normalmente, mas apresentaram redução de 99% a 100% na contagem de espermatozoides já no primeiro mês após o procedimento. Não foram registrados efeitos adversos graves nas semanas seguintes.
Os dados também indicam eficácia prolongada. Participantes do estudo atingiram ausência total de espermatozoides no sêmen após 24 meses, enquanto outros mantiveram resultados positivos ao longo de períodos entre 12 e 21 meses.
O diretor médico da empresa, Alexander Pastuszak, afirmou que o objetivo é oferecer uma opção contraceptiva masculina com duração de até dois anos, ampliando o controle reprodutivo para homens e casais.
O estudo clínico segue em andamento e novos dados devem ser apresentados durante a reunião da American Urological Association, prevista para abril de 2025. Além disso, a empresa já obteve autorização para iniciar a fase 2 dos testes na Austrália, com início programado para o segundo semestre de 2025.
Especialistas avaliam que a tecnologia pode representar um avanço importante no planejamento familiar, ao oferecer uma alternativa de longa duração, com menos efeitos adversos e potencialmente reversível.
Apesar dos resultados promissores, o ADAM ainda não foi aprovado por órgãos reguladores, como a Food and Drug Administration, e segue disponível apenas para uso em estudos clínicos.
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