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GERAL

Hospitalizações por gripe e VSR seguem em alta no país

Fiocruz reforça importância da vacinação para prevenir casos graves e mortes por doenças respiratórias

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Hospitalizações por gripe e VSR seguem em alta no país
Mídia Sudoeste

O número de hospitalizações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) continua crescendo no Brasil. Em algumas regiões do país, também foi observado aumento das internações relacionadas aos vírus influenza A e B, responsáveis pelos quadros de gripe. Os dados constam no mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


A análise considera a Semana Epidemiológica 22, correspondente ao período de 31 de maio a 6 de junho. Segundo o levantamento, 11 estados apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas. Entre eles estão Paraná e Santa Catarina.


De acordo com o boletim, a queda das temperaturas e a maior permanência das pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos vírus respiratórios. Apesar de parte dos estados apresentar sinais de estabilização ou redução dos casos, muitos ainda registram índices considerados preocupantes.


Em 2026, o Brasil já contabilizou 3.591 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave. Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas, como higienização frequente das mãos, uso de máscaras em ambientes de saúde e locais com aglomeração, além do isolamento em caso de sintomas gripais.


A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destaca que a vacinação continua sendo a principal forma de proteção contra casos graves. Segundo ela, pessoas dos grupos prioritários devem buscar a imunização contra a influenza e o VSR para reduzir o risco de complicações e óbitos.


Os dados também mostram diferenças entre as faixas etárias afetadas. Entre crianças de até 4 anos, o aumento dos casos de SRAG tem sido impulsionado principalmente pelo VSR. Já entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus aparece como principal responsável pelas infecções. Nos jovens, adultos e idosos, a influenza A segue predominando entre os casos graves registrados nas últimas semanas.

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