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POLICIAL

Madrasta é indiciada por coautoria em feminicídio de adolescente

Polícia Civil concluiu investigação e aponta participação da mulher no crime e na tentativa de ocultar provas

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Madrasta é indiciada por coautoria em feminicídio de adolescente
Fábio Dias/EPR

A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que investigava a morte de uma adolescente de 15 anos em General Carneiro/Paraná e indiciou a madrasta da vítima, uma mulher de 35 anos, por coautoria em feminicídio e fraude processual. O crime ocorreu em 26 de janeiro de 2025, e a conclusão das investigações foi divulgada nesta semana.


As apurações começaram após o registro do desaparecimento da adolescente. No dia seguinte, ela foi encontrada morta com sinais de estrangulamento. Durante a investigação, policiais reuniram provas testemunhais, periciais, telemáticas e comportamentais que apontaram inconsistências nas versões apresentadas pelos envolvidos.


Segundo a Polícia Civil, a adolescente retornou de uma confraternização em Porto União/Santa Catarina na companhia do pai adotivo e da madrasta poucas horas antes do crime. Após chegarem à residência da família, teria ocorrido uma discussão envolvendo a vítima e os investigados. A partir desse momento, conforme a investigação, foi criada uma falsa narrativa de desaparecimento para encobrir o que realmente aconteceu.


De acordo com o delegado Thiers Andregotti, três dias após o crime, o pai adotivo da adolescente morreu. Antes do falecimento, ele gravou um vídeo assumindo a autoria do homicídio e afirmando que sua companheira não teve participação nos fatos. No entanto, segundo a autoridade policial, os elementos reunidos durante a investigação indicam possível envolvimento da mulher tanto na prática do crime quanto em ações destinadas a dificultar a apuração.


Entre as provas analisadas estão conteúdos extraídos de aparelhos celulares, imagens de câmeras de monitoramento, mensagens eletrônicas, além de diligências relacionadas à suposta destruição de provas. Objetos recolhidos durante a investigação também passaram por perícia, sendo encontrados vestígios de sangue humano em alguns deles.


Ao final do inquérito, a Polícia Civil concluiu haver indícios suficientes para o indiciamento da investigada por feminicídio em concurso de agentes e fraude processual. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o caso e adotará as medidas cabíveis. Atualmente, a mulher responde ao processo sob monitoramento eletrônico.

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