Nova diretriz muda tratamento da tireoide na gestação
Estudos restringem indicação para tratamento hormonal
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Estudos restringem indicação para tratamento hormonal
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia atualizaram as recomendações para o acompanhamento de alterações da tireoide durante a gestação.
A principal mudança envolve as gestantes que apresentam anticorpos anti-TPO positivos, mas possuem a função da tireoide normal. Nesses casos, a levotiroxina não deve ser utilizada de forma preventiva.
A mudança tem como base estudos recentes que apontaram que o uso do hormônio, nessas condições, não reduz o risco de aborto ou parto prematuro.
Mesmo sem receber o medicamento, essas gestantes continuarão sendo acompanhadas, já que a presença do anti-TPO pode indicar maior risco de desenvolver hipotireoidismo durante a gravidez.
Segundo os especialistas, quando os níveis de TSH e T4 livre estão normais, a mulher é considerada com a tireoide funcionando adequadamente e não há benefício comprovado no uso da levotiroxina apenas pela presença dos anticorpos.
O Brasil também manterá o rastreamento da função da tireoide no início da gestação, permitindo identificar as mulheres que realmente precisam de tratamento.
A atualização das recomendações foi apresentada nesta sexta-feira, 28 de agosto, durante o 37º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, no Rio de Janeiro.