Simepar explica quais nuvens indicam risco de tempestades no Paraná
Desenvolvimento vertical das formações é um dos principais sinais de instabilidade atmosférica
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Desenvolvimento vertical das formações é um dos principais sinais de instabilidade atmosférica
O Simepar divulgou orientações sobre os tipos de nuvens que podem indicar a aproximação de tempestades, diante do aumento na frequência de eventos climáticos severos no Paraná.
De acordo com o órgão, um dos principais sinais de risco está no desenvolvimento vertical das nuvens. Quanto maior a altura e a formação em forma de torres, maior é o potencial para ocorrência de tempestades, com possibilidade de chuva intensa, raios, ventos fortes e granizo.
Segundo o Simepar, a classificação das nuvens segue padrões do Atlas Internacional de Nuvens, da Organização Meteorológica Mundial, que divide as formações em diferentes categorias conforme a altitude e aparência. No entanto, a identificação exata pode ser difícil, já que diferentes tipos podem se misturar no céu.
Entre as nuvens mais comuns, as do tipo Cumulus aparecem em dias quentes e úmidos, com formato semelhante a algodão e pouca altura. Em situações de instabilidade, podem evoluir e ganhar desenvolvimento vertical.
Já as Stratus formam uma camada uniforme e acinzentada, associada a tempo nublado e, em alguns casos, chuviscos leves. As Stratocumulus também aparecem em baixas altitudes, com aspecto de blocos ou ondulações, geralmente sem provocar chuvas significativas.
As Nimbostratus, por outro lado, estão ligadas a chuvas contínuas e mais persistentes, cobrindo o céu de forma densa e reduzindo a luminosidade.
Em níveis médios da atmosfera, as Altocumulus e Altostratus costumam indicar mudanças no tempo. Essas nuvens podem sinalizar a aproximação de frentes frias e sistemas de baixa pressão, aumentando a chance de chuva nas horas seguintes.
Já em grandes altitudes, as nuvens Cirrus, Cirrocumulus e Cirrostratus são formadas por cristais de gelo e, embora não provoquem chuva direta, podem indicar alteração nas condições do tempo, especialmente quando aparecem em maior quantidade.
O maior risco, conforme o Simepar, está associado às nuvens do tipo Cumulonimbus. Essas formações apresentam grande desenvolvimento vertical, base escura e topo em formato de bigorna, sendo responsáveis por tempestades severas, com possibilidade de descargas elétricas, rajadas de vento, granizo e até tornados.
Outras formações também chamam atenção, como as nuvens funil, que podem evoluir para tornados ao tocar o solo, além das nuvens Mammatus, que indicam forte turbulência atmosférica, e das Pileus, que sinalizam crescimento rápido de nuvens com potencial de tempestade.
O Simepar reforça que a observação do céu pode ajudar a identificar sinais de mudança no tempo, mas destaca que a previsão meteorológica deve sempre ser acompanhada por meio de canais oficiais.
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