Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro
Operação Vérnix investiga movimentações milionárias, empresas de fachada e o núcleo financeiro de organização criminosa
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Operação Vérnix investiga movimentações milionárias, empresas de fachada e o núcleo financeiro de organização criminosa
A advogada e influenciadora digital foi presa preventivamente na manhã desta quinta-feira, 21 de maio, durante a deflagração da Operação Vérnix, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em conjunto com a Polícia Civil. A ação investiga um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro envolvendo movimentações financeiras milionárias e uso de empresas de fachada.
A prisão ocorreu em um condomínio localizado em, na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo os investigadores, Deolane é suspeita de utilizar sua influência pública e patrimônio elevado para auxiliar na ocultação e circulação de recursos considerados ilícitos.
De acordo com a investigação, a influenciadora teria permitido o uso de contas bancárias pessoais para movimentações financeiras ligadas a uma transportadora de cargas sediada em. O Ministério Público aponta que a empresa era utilizada como peça central para disfarçar operações financeiras do grupo investigado.
As apurações também indicam a existência de contratos fictícios e pagamentos relacionados a imóveis ligados à influenciadora. Relatórios anteriores já apontavam que um operador financeiro do esquema realizava transferências e pagamentos de aluguéis envolvendo propriedades atribuídas à advogada.
A Operação Vérnix tem como foco principal o núcleo financeiro da organização criminosa investigada e pessoas próximas à sua cúpula. Entre os alvos estão parentes de, apontado pelas autoridades como líder do grupo criminoso e atualmente custodiado em presídio federal.
A Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva, além de diversas ordens de busca e apreensão em cidades paulistas e outros estados. Entre os presos está, identificado como operador financeiro do esquema.
Também figuram entre os investigados familiares de Marcola, como seu irmão Alejandro e os sobrinhos Paloma e Leonardo. Parte dos alvos estaria fora do Brasil, o que motivou pedidos de inclusão de nomes em sistemas internacionais de monitoramento policial, incluindo mecanismos de difusão da Interpol.
Como parte das medidas cautelares, o Judiciário determinou o bloqueio de 39 veículos de luxo avaliados em aproximadamente R$ 8 milhões, além do congelamento de R$ 357,5 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados.
As autoridades afirmam que a operação busca desarticular a estrutura financeira utilizada para ocultação patrimonial e lavagem de recursos provenientes de atividades criminosas. A defesa dos citados ainda não se pronunciou oficialmente até a última atualização desta reportagem.
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