Paraná tem a menor taxa de sub-registro de nascimentos do Brasil
Estado registrou taxa de apenas 0,12% em 2024, a menor entre todas as unidades da federação
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Estado registrou taxa de apenas 0,12% em 2024, a menor entre todas as unidades da federação
O Paraná registrou a menor taxa de sub-registro de nascimentos do país em 2024, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 20 de maio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice estadual foi de apenas 0,12%, o menor entre todas as unidades da federação.
O levantamento foi elaborado a partir do cruzamento das Estatísticas do Registro Civil com informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), ambos do Ministério da Saúde.
Na sequência do Paraná aparecem o Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%). O resultado contribuiu para que o Brasil registrasse a menor taxa da série histórica iniciada em 2015, com índice nacional de 0,95%.
Em 2024, o Paraná contabilizou 131.189 nascidos vivos. O percentual de 0,12% representa uma estimativa de 155 crianças sem registro realizado dentro do prazo legal, que se estende até março do ano seguinte ao nascimento.
Os dados mostram ainda que 332 municípios paranaenses não apresentaram qualquer estimativa de sub-registro no período. Entre os maiores índices registrados estão Arapuã (23,68%), Cafeara (6,25%), Santa Mônica (5,26%), Bela Vista da Caroba (4,88%) e Flórida (4,35%).
Entre os municípios mais populosos do Estado, os percentuais permaneceram baixos: Curitiba (0,10%), Londrina (0,05%), Maringá (0,02%), Ponta Grossa (0,09%), Cascavel (0,02%), São José dos Pinhais (0,05%), Foz do Iguaçu (0,41%) e Guarapuava (0,08%).
O levantamento também apontou queda no sub-registro de óbitos no Paraná. Em 2024, a taxa foi de 0,56%, a menor da série recente. Em 2015, o índice era de 1,80%.
Segundo o IBGE, a redução dos sub-registros está relacionada ao fortalecimento da integração entre cartórios e sistemas de saúde, à emissão gratuita de certidões de nascimento, à implantação de unidades de registro civil em maternidades e hospitais e à realização de ações de documentação em diferentes regiões do país.
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