Um segundo de distração pode tirar uma vida
Maio Amarelo leva carreata de conscientização às ruas de Santo Antonio do Sudoeste
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Maio Amarelo leva carreata de conscientização às ruas de Santo Antonio do Sudoeste
“No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. Com essa mensagem, na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, uma mobilização do Maio Amarelo percorreu a Avenida Brasil, em Santo Antonio do Sudoeste/Paraná, levando um alerta sobre a importância da empatia, da atenção coletiva e do respeito no trânsito.
A ação foi organizada pelo 67ª Ciretran, com apoio da 3ª Companhia da Polícia Militar do Paraná, BPFRON, Defesa Civil e autoescolas do município, reunindo veículos em uma carreata de conscientização pelas principais vias da cidade.
A principal mensagem da campanha é clara: o trânsito precisa deixar de ser visto apenas como um fluxo de máquinas e passar a ser entendido como um espaço de convivência humana, onde cada atitude pode proteger ou colocar vidas em risco.
A mobilização também reforçou a necessidade de proteger quem está mais exposto nas ruas e rodovias, principalmente pedestres, ciclistas e motociclistas. Atualmente, os motociclistas lideram os índices de acidentes graves no Paraná, representando 34,3% das mortes no trânsito, com 904 óbitos registrados, além de responderem por 67,5% das internações hospitalares relacionadas a acidentes.
Outro ponto de destaque da campanha é o alerta sobre o uso do celular ao volante. Uma rápida distração para olhar mensagens pode impedir o motorista de perceber uma freada brusca, uma travessia na faixa ou qualquer situação de risco. A campanha também chama atenção para idosos, crianças e pessoas com deficiência, reforçando a necessidade de olhar além do óbvio e compreender as limitações de cada pessoa no trânsito.
Dados fechados de 2025 mostram a gravidade do cenário no Paraná. Foram 2.660 mortes registradas em vias urbanas e rodovias estaduais e federais. Além disso, 12.697 pessoas precisaram de internação hospitalar na rede pública devido a lesões causadas por acidentes de trânsito, gerando um custo direto de R$ 23,5 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Os homens seguem sendo as principais vítimas, representando 82% dos óbitos e 76,5% das hospitalizações. A faixa etária mais atingida é entre 20 e 39 anos, justamente a população economicamente ativa. Os pedestres também aparecem entre os mais vulneráveis, com 424 atropelamentos fatais registrados no ano.
Os números de atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também preocupam. Somente em acidentes de trânsito, foram 67.610 chamados em todo o Paraná. As ocorrências mais frequentes envolveram colisões entre carro e moto, com 20.707 atendimentos, seguidas por quedas isoladas de motocicletas, com 11.166 registros, e colisões entre carros, com 8.295 atendimentos.
Dados preliminares de 2026 indicam um agravamento na violência no trânsito. Nos dois primeiros meses do ano, o Paraná registrou 18.894 acidentes. Embora o número de colisões tenha permanecido estável em comparação ao mesmo período do ano anterior, as mortes aumentaram quase 20%, passando de 211 para 252 óbitos entre janeiro e fevereiro.
Durante a mobilização em Santo Antonio do Sudoeste/Paraná, a mensagem direcionada a motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres foi de responsabilidade coletiva. O trânsito é um espaço compartilhado, onde o maior precisa proteger o menor e todos devem cuidar uns dos outros.
Cada número das estatísticas representa uma vida interrompida, uma família marcada pela ausência e histórias que não puderam continuar. Reduzir a velocidade, respeitar a faixa de pedestres, utilizar o cinto de segurança e guardar o celular enquanto dirige são atitudes simples, mas capazes de salvar vidas.
“Quem desacelera para respeitar o outro ajuda a garantir que mais pessoas voltem para casa em segurança.”
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