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GERAL

Paraná amplia acesso ao tratamento integral de fissura labiopalatina pelo SUS

Centro vinculado ao Hospital do Trabalhador atende crianças, adolescentes e adultos de todo o Estado

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Paraná amplia acesso ao tratamento integral de fissura labiopalatina pelo SUS
SESA

No Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, celebrado nesta quarta-feira, 24 de junho, o Paraná destaca o trabalho desenvolvido pelo Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Labiopalatal (Caif), unidade de referência estadual no tratamento dessa condição congênita. Vinculado ao Complexo Hospitalar do Trabalhador, o centro oferece atendimento gratuito e especializado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).


A missão da unidade é promover a reabilitação funcional e estética, além da reintegração social de crianças, adolescentes e adultos com fissuras labiopalatinas e outras anomalias craniofaciais.


Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a fissura labiopalatina está entre as malformações craniofaciais congênitas mais comuns, podendo atingir aproximadamente um bebê a cada mil nascimentos.


Ele ressalta que o tratamento está disponível de forma integral para toda a população paranaense, garantindo assistência especializada desde os primeiros meses de vida.


Tratamento começa ainda na infância


Entre os pacientes atendidos pelo Caif está o menino Thiago Emanuel Matias da Silva, de 4 anos. Nascido com fissura labial, ele iniciou o acompanhamento ainda recém-nascido e passou pela primeira cirurgia aos cinco meses de idade.


A mãe da criança, Cíntia Bueno Matias, conta que o diagnóstico causou preocupação inicialmente, mas destaca a importância do atendimento recebido ao longo dos últimos anos.


Além da cirurgia, o menino segue realizando acompanhamento do desenvolvimento craniofacial, sessões de fonoaudiologia e tratamento odontológico.


Condição pode afetar alimentação e fala


A fissura labiopalatina ocorre durante as primeiras semanas de gestação, quando há falha no fechamento do lábio, do palato (céu da boca) ou de ambos. A condição pode se manifestar de forma unilateral ou bilateral e comprometer funções importantes como alimentação, audição, fala e saúde bucal.


Além dos desafios físicos, pacientes também podem enfrentar dificuldades emocionais e sociais decorrentes das alterações estéticas e funcionais causadas pela malformação.


De acordo com o diretor do Complexo Hospitalar do Trabalhador, Guilherme Graziani, a fissura labiopalatina foi historicamente marcada por preconceitos, tornando fundamental a divulgação dos serviços especializados oferecidos pelo Estado.


Atendimento multidisciplinar


A médica cirurgiã plástica do Caif, Fabíola Grigoletto Lupion, explica que o tratamento geralmente envolve pelo menos quatro procedimentos cirúrgicos ao longo da infância e adolescência.


A primeira cirurgia costuma ocorrer por volta dos seis meses para correção do lábio. Próximo de um ano de idade é realizado o fechamento do palato. Entre os 7 e 8 anos, acontece uma cirurgia de correção óssea, seguida posteriormente por procedimentos complementares, como a rinoplastia.


Segundo a especialista, cada caso possui características próprias e alguns pacientes podem necessitar de intervenções adicionais.


Ela destaca ainda que o acompanhamento ideal começa o mais cedo possível, inclusive durante a gestação, quando o diagnóstico é realizado antes do nascimento.


Equipe reúne 67 profissionais


O atendimento do Caif vai além das cirurgias. A unidade conta com uma equipe formada por 67 profissionais de diversas áreas da saúde, garantindo acompanhamento integral aos pacientes.


Entre as especialidades oferecidas estão psicologia, nutrição, assistência social, enfermagem, cirurgia plástica, neurocirurgia, otorrinolaringologia, pediatria, anestesiologia, genética, oftalmologia e fonoaudiologia.


O centro também dispõe de uma ampla equipe odontológica, composta por cirurgiões bucomaxilofaciais, ortodontistas, odontopediatras, endodontistas, periodontistas e protesistas, desempenhando papel fundamental na reabilitação dos pacientes.


Com atendimento totalmente gratuito pelo SUS, o Caif se consolidou como referência no Paraná, oferecendo tratamento especializado e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de milhares de pessoas que convivem com a fissura labiopalatina.

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